Bebés prematuros: pais prematuros

Promoção da vinculação na UCIN

O nascimento prematuro ocorre, na maioria das vezes, sem aviso prévio e surge como uma ruptura na estabilidade familiar por ser muitas vezes uma incerteza tornando os pais também pais prematuros. A incerteza aumenta quando o bebé tem que ser internado e é muito pequenino, e a necessidade de ajustamento familiar revê-se na realidade de um internamento e da constatação de dias, semanas ou meses numa UCIN. Nestes casos e em casos de parto emergente, os bebés que o necessitam são imediatamente transportados para as Neonatologias ou para as Unidades de Cuidados Intensivos Neonatais para vigilância ou para apoio às suas funções vitais.

Não é possível prever que tipo de apoio um bebé nascido antes do tempo irá necessitar. Depende de muitos factores, embora os mais pequenos e imaturos quase de certeza que necessitarão de mais atenção e de cuidados mais complexos.

Independentemente disso o internamento é, na maioria das vezes, uma realidade desconhecida para os pais no entanto as UCIN e as suas equipas multidisciplinares estão preparadas para os receber e ajudar já que também eles são prematuros.

Para muitas unidades, e no quadro actual dos cuidados neonatais mais globais e humanos a presença dos pais é dos aspectos mais importantes. Cuidados Centrados  na família – CCF – é o nome dado às estratégias empreendidas em serviços hospitalares que reconhecem a família como o factor mais constante da vida de uma criança e indispensável para um desenvolvimento harmonioso  Por esta razão os CCF são cuidados construídos em parceria com os pais envolvendo-os logo que possível nas actividades diárias do bebé como os de higiene, alimentação, conforto e afecto.

O bebé prematuro necessita de leite materno e do corpo da mãe ou do pai.

O bebé necessita da tecnologia para sobreviver, mas só os pais, a mãe, o seu cheiro, a sua voz, o sabor do leite materno, o seu calor e o bater do seu coração permitem ao bebé integrar de forma saudável a nova realidade na UCIN. Estes estímulos trazem segurança, sentido de pertença e o relembrar de muitos estímulos que constituir a realidade que viveu no útero materno.

A maioria das unidades no país têm as portas abertas para os pais entrarem sem restrições. O apoio dos médicos, enfermeiros, psicólogos ou assistentes sociais ajudam os pais a incorporar-se na equipa e a oferecer ao seu filhos aquilo que eles esperavam dar alguns meses, semanas ou dias mais tarde.  Com profissionais sensíveis os pais rapidamente podem-se ocupar dessas actividades tão genuinamente paternas de entrega, amor e dedicação. As rotinas hospitalares podem a pouco e pouco integrar  a sua presença, o seu afecto e o seu tempo, sem pressa, para cuidar com grande atenção das necessidades do bebé prematuro. Alguns hospitais oferecem acomodação para o casal, ou só para a mãe, dentro ou fora das instalações hospitalares, sobretudo para pais que moram longe, em beneficio do tempo de partilha com o bebé. A legislação contempla a mãe com refeições gratuitas até 40 dias após o parto. Este período pode ser prolongado ou extensível ao pai caso esteja isento do  pagamento de taxa moderadora.

O apoio da Psicologia pode ser solicitado. Em muitas unidades é inerente aos cuidados ao prematuro e a vinda da psicóloga uma realidade diária para acompanhamento dos pais.

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