Partilha do leito entre gémeos – Co-bedding

Co-bedding

Partilha do leito entre gémeos

Partilha do leito entre gémeos

Desde a concepção que os bebés gémeos vivem em constante proximidade. Este ambiente partilhado termina com o nascimento sendo mais problemático em bebés que têm que permanecer no hospital e são colocados em berços ou incubadoras separados, privando-os da presença um do outro e da proximidade com a mãe. Para este bebés internados numa UCIN para além da separação o ambiente que os recebe é muito mais exigente e desconfortável que aquele que encontrariam se fossem para casa.

Nalguns hospitais, existe a preocupação em colocar os gémeos juntos favorecendo a co-regulação existente entre eles dentro do útero materno. Esta co-regulação é conhecida através da sincronia dos ciclos de sono-vigília dos fetos gémeos, a cumplicidade dos seus movimentos fetais, ou a constância do ritmo cardíaco ou da tensão arterial de ambos. A proximidade muito estreita que o útero materno proporciona resulta numa relação física através do toque muito chegada contribuindo para uma interdependência psicológica com benefícios afectivos e relacionais importantes que se prolongam por toda a vida. Os gémeos mantêm, em regra, uma relação muito próxima e muito peculiar ao longo da vida resultante desta presença constante e quase simbiótica no útero materno.

Assim será de grande importância manter esta proximidade quando a adversidade da separação e o internamento se impõem. Por outro lado alguns estudos referem a diminuição do número de episódios de apneias, bradicárdias e baixas de oxigénio durante a prática do co-bedding.

Quando estes bebés são internados muitos factores podem dificultar a partilha de leito ou co-bedding como:

- doença e/ou infecção de um dos gémeos ou ambos

- instabilidade fisiológica e térmica de um dos gémeos

- necessidade de apoio ventilatório

- existência de catéteres umbilicais

A proximidade e o contacto íntimo entre gémeos beneficia o conforto, comportamentos de tranquilidade e diminui o stress. Os efeitos fisiológicos bem como psicológicos tornam-se evidentes, tais como:

- estabilidade fisiológica regulando o ritmo cardíaco, respiratório, a oxigenação e a temperatura

- maior aumento de peso

- melhoria do desenvolvimento motor

- diminuiu os períodos de agitação e choro

- diminui o tempo de internamento

Se a separação após o nascimento é prolongada poderá haver uma reacção à partilha do leito de afastamento ou mesmo recusa por parte de um ou dos dois gémeos. É necessário e desejável manter a prática durante o tempo suficiente para que os gémeos se voltem a adaptar à presença um dos outro. O ideal será coloca-los em co-bedding logo após o nascimento ou logo que possível. Passado o período de adaptação, se for o caso, os gémeos desenvolvem comportamentos de aproximação tentando abraçar-se, tocar-se, sugando os dedos ou mãos um do outro e dormindo tranquilamente. Nesta fase poderão beneficiar da presença um do outro por longos períodos de tempo.

A partilha do leito é o prolongar de um estímulo/presença para o qual os bebés estavam acostumados no útero facilitando a transição entre o ambiente intra-uterino e o ambiente das UCIN. Parece favorecer o desenvolvimento global dos bebés sobretudo em bebés prematuros e/ou hospitalizados.

Consulte a equipa de saúde sobre a possibilidade os seus filhos gémeos partilharem o leito durante o internamento. A partilha do colo ou Canguru também poderá ser feito sobretudo quando só um dos pais pode estar na UCIN e tenta mimar ambos os bebés ao mesmo tempo. Este procedimento beneficia o bem-estar emocional da mãe ou pai, pois muitas vezes sentem-se divididos na hora de pegarem num ou noutro bebé.

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