Perguntar sobre o seu bebé

O que perguntar?

Bebé frágil ventilado a s er confortado

A Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais é um lugar muito diferente, complexo, por vezes assustador e cheio de coisas novas e surpreendentes! Ter um filho que nasceu prematuro ou doente internado numa unidade de Cuidados Intensivos pode ser devastador. As dúvidas, as perguntas, os comentários podem surgir frequentemente e esbarrar na urgência do tratamento intensivo. Os profissionais de saúde podem e devem ajudá-lo a entender que mundo novo é este onde o seu bebé está internado!

Ás vezes o momento pode não ser o ideal, mas de certeza que mais cedo ou mais tarde os profissionais encontram consigo disponibilidade para responder ás suas dúvidas, ouvir os seus comentários e ajudá-lo a desmistificar tudo o que rodeia o seu bebé.

Os profissionais podem dizer que o bebé está bem, com intensão de dizer que se mantém estável. Estabilidade não significa estar bem, mas sim que as coisas estão mais ou menos na mesma e nalguns casos estar na mesma é estar bem! Quando a condição clí­nica é tão grave e ameaçadora da vida do bebé o estar na mesma é uma vitória, porque não está pior e talvez se tenha conseguido apenas que o bebé não piore travando a degradação do seu estado de saúde! Se o bebé realmente está melhor existem dados que o comprovam. Procure saber quais são!

Monitoorização de parâmetros vitais

Clarifique bem o que quer saber concretamente, como: se o bebé tem dor? Se a tensão arterial está controlada? Se o bebé dormiu? Se digere o leite? Ou se a infeção está melhor? Pergunte se os parâmetros do ventilador estão mais baixos ou pelo contrário se o bebé necessita de mais ajuda para respirar? Se o bebé evacuou? Se lhe pode tocar, e como? Quando pode pegar-lhe ao colo? Pergunte como pode ser útil, ou como pode ajudar a confortar o seu bebé?

Procure que lhe expliquem o que significam os valores no monitor da frequência cardí­aca, da respiração, da tensão arterial, da eficácia da respiração através da saturação de oxigénio, e da temperatura; pode também obter alguns esclarecimentos sobre os valores do ventilador, embora mais complexos, a quantidade de oxigénio no ventilador pode ser um indicativo importante do estado do seu filho. Os chamados parâmetros vitais são únicos, e os do seu bebé podem ser normais para ele e alterados para outro bebé.O número de aparelhos à  volta do seu bebé também indica o estado clínico, pode saber para que cada um serve!

Relativamente aos exames, numa primeira fase em que o seu filho é muito pequenino, frágil ou doente é necessário fazer exames diariamente e até várias vezes ao dia. É normal! Pergunte se o bebé fez análises ou outros exames como ecografias ou raio X? Peça detalhes sobre os resultados, informações usualmente prestada pelo médico que acompanha o seu bebé. Qualquer dúvida que subsista, qualquer termo que não entenda procure esclarecimento junto da equipa.

Á medida que o seu bebé vai ficando melhor, mais forte e mais crescido poderá então perguntar quando vai à  mama? Ou quando irá começar a beber o biberão? Quando pode vestir a sua roupinha? Quando irá tomar o seu primeiro banho de banheira?

Numa fase final, em que o seu filho está apenas acrescer e a ganhar autonomia alimentar e respiratória, poderá ser a mais indicada para planear a ida para casa. Pergunte quando é previsí­vel que vá para casa? Em casa imagine que tem o seu filho consigo, relembre as tarefas que tem feito no hospital (alimentá-lo/ amamentá-lo, dar-lhe banho, mudar a fralda, vestir ou a vigilância de saúde) e escreva as dúvidas que lhe surgem, mesmo que lhe pareçam insignificantes.

Se procurar informações na internet não se esqueça que existem informações valiosas e acuradas, como outras pouco claras, contraditórias e pouco corretas. Lembre-se que o seu filho é um ser único com respostas únicas, com um crescimento e desenvolvimento únicos!

Planeie tudo cuidadosamente e confie na equipa que o acompanha e ao seu filho! Tem direito a toda a informação sobre o estado e tratamento do seu filho!

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